Frei Beto confirma participação no FELIT
Frei Beto confirma participação no FELIT – Festival de Literatura de São João del-Rei, marcado para 27 a 30 de agosto, nos Galpões da Rotunda. Em sua terceira edição, o evento este ano faz uma homenagem aos poetas marginais dos anos 70 através de seu representante máximo Francisco Alvim.
Frei Beto fará parte da mesa “Panorama de uma década”. Ao lado do jornalista João Paulo Cunha, dará uma visão histórica dos anos 70: a produção literária dentro do contexto da ditadura militar, da censura, do medo, da repressão, das manifestações sociais e, claro, a poesia marginal nesse cenário como livre expressão e desconstrução da palavra e do verso, e as alternativas encontradas pelos poetas “marginais” para divulgarem suas publicações em contrapartida ao quadro editorial da época.
Carlos Alberto Libânio Christo, ou Frei Beto, como é conhecido, nasceu em 1944, em Belo Horizonte. Em 1965, entrou para o convento dos dominicanos, onde se tornou frade. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia.
Como jornalista, atuou na Revista Realidade e no jornal Folha da Tarde desafiando a censura do regime militar. Foi preso político de 1969 até 1973. Foi a partir de um livro publicado nesse período que ganhou renome nacional e internacional. Com o livro Batismo de sangue, de 1983, ganhou o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil.
Assessor da Pastoral Operária e de movimentos populares, colabora com vários jornais e revistas.
Algumas obras já publicadas: Castas da prisão, 1974; O fermento na massa, 1981; O dia de Ângelo, 1987; Essa escola chamada vida, 1988 (em parceria com Paulo Freire e Ricardo Kotscho); A menina e o Alfabeto, autobiografia escolar, 2002.