11º Felit - Festival de Literatura de São João del-Rei e Tiradentes Festival de Literatura de São João del-Rei e Tiradentes
20 a 23 de Setembro de 2017

Ignácio de Loyola Brandão

Ignácio de Loyola Brandão

Ignácio de Loyola Brandão é um dos mais importantes autores da chamada “geração 70”. Romancista, contista, cronista e jornalista, possui uma vasta obra traduzida em vários idiomas como, inglês, alemão, italiano, húngaro, espanhol e até coreano.

Natural de Araraquara, São Paulo, nasceu em 1936. Filho do ferroviário Antônio de Maria Brandão e da dona de casa Maria do Rosário Lopes, passou sua infância e adolescência entre os livros da pequena biblioteca montada pelo pai.

Em 1957, mudou-se para São Paulo, onde começou a trabalhar no jornal Última Hora. Aficionado por cinema, em 1961, atuou como figurante no longa-metragem “O Pagador de Promessas”, do cineasta Anselmo Duarte (1920-2009), Palma de Ouro no Festival de Cannes, França.

Em 1963, foi para Roma/Itália, com a intenção de tornar-se roteirista na Cinecittà. Pouco tempo depois, já de volta ao Brasil, iniciou sua carreira, propriamente dita, no mecado editorial, com a coletânea de contos “Depois do Sol”, publicada em 1965. Três anos depois, lançou seu primeiro romance, “Bebel que a Cidade Comeu”, que foi adaptado para o cinema.

Em 1972, editou a revista Planeta, primeiro periódico esotérico do Brasil. No mesmo ano, com dificuldades para publicar o romance “Zero” no Brasil, lançou a obra, primeiramente, na Itália, com o auxílio da professora Luciana Stegagno Picchio. O livro saiu no Brasil somente em 1975 e foi recolhido no ano seguinte pela censura, só sendo liberado em 1979.

Em 1986, casou-se com a arquiteta Márcia Gullo e participou, como figurante, de “No país dos tenentes”, filme de João Batista de Andrade.

Em 1987 lançou “O ganhador” (romance) e “O homem do furo na mão” (contos) . O primeiro recebeu, no ano seguinte, os Prêmios Pedro Nava (da Academia Brasileira de Letras) e Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria “Melhor Romance”. No mesmo ano, o livro “Não verás país nenhum” foi encenado no Teatro José de Alencar, em Fortaleza, sob a direção de Júlio Maciel. Desiludido com o papel revolucionário da literatura, deu uma parada, só retornando à ficção em 1995, com a obra “O anjo do adeus”.

Em maio de 1996, em decorrência de um aneurisma cerebral, submeteu-se a uma cirurgia de 11 horas, experiência relatada no livro “Veia Bailarina”, publicado no ano seguinte.

Entre os prêmios que coleciona, Ignácio de Loyola Brandão constam ainda o Jabuti, em 2008, com o livro infantojuvenil “O menino que vendia palavras”, obra também premiada pela Fundação Biblioteca Nacional, em 2007, como melhor livro infantojuvenil. Antes, em 1976, ele já havia recebido o Jabuti pelo romance “Zero”.

Por toda a sua obra, o autor é homenageado na décima edição do FELIT.